quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Exatamente agora, não tenho medo de ser quem eu sou, ou de minhas loucuras, cada um sabe a delicia e dor de ser quem é, e eu eu sou assim intensa, insana, mas não tão covarde como pensava.Me exponho, me ponho nua sem jogos e farsas, e sou exatamente assim, Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
e  se voce quizer voce pode entrar nesse meu barco comigo ser minha Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão. Ou meu delirante ' Romance significativo'
te mostrarei sobre  adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa,carinho,afeto  ou filosofia. . Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento e dois amantes; mesmo assim pode não ter nenhum 'Romance significativo' , haha
Não tenho medo de acaricia e virar sorvete ou lagartixa,
Eu gosto mesmo é do  valor de mãos dadas; de carinho escondido na hora em que passa o filme; de flor catada no muro e entregue de repente; de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque lida bem devagar; de gargalhada quando fala junto ou descobre meia rasgada; de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou foguete interplanetário. meio louco né!?
Aquela coisa de  dormir agarrado, de fazer cesta abraçado, fazer compra junto. Gosto de  de falar do próprio afeto, e ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele,Posso redescobrir minha criança própria e a sua e sai  para parques, fliperamas, beira - d’água, show do Los hermanos, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro. 
tenho músicas secretas com voce, e te  dedico livros,  recorto artigos; eu gosto e te  curto isso; eu me aprofundo. Voce poderia lembrarde mim de repente no fim de semana, na madrugada, ou meio-dia do dia de sol em praça  cheia de rivais. me dedico a voce; e as vezes podemos brincar pra sair da rotina, e rir juntas . Ei ! não tenho medo de fala sozinha,  ri de mim mesma e ser afetiva. Se você não tem 'ROMANCE SIGNIFICATIVO' é porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e medos, ponha a saia mais leve, aquela de chita e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenções de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteria. Se você não tem UM'romance significativo' é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido. ENLOU-CRESÇA.





Preciso de alguém, e é tão urgente o que digo. Perdoem excessivas, obscenas carências, pieguices, subjetivismos, mas preciso tanto e tanto. Perdoem a bandeira desfraldada, mas é assim que as coisas são-estão dentro-fora de mim: secas. Tão só nesta hora tardia - eu, patético detrito pós-moderno com resquícios de Werther e farrapos de versos de Jim Morrison, Abaporu heavy-metal -, só sei falar dessas ausências que ressecam as palmas das mãos de carícias não dadas.
Preciso de alguém que tenha ouvidos para ouvir, porque são tantas histórias a contar. Que tenha boca para falar, porque são tantas histórias para ouvir, meu amor. E um grande silêncio desnecessário de palavras. Para ficar ao lado, cúmplice, dividindo o astral, o ritmo, o ver, a libido, a percepção da terra, do ar, do fogo, da água, nesta saudável vontade insana de viver. Preciso de alguém que eu possa estender a mão devagar sobre a mesa para tocar a mão quente do outro lado e sentir uma resposta como - eu estou aqui, eu te toco também. Sou o bicho humano que habita a concha ao lado da concha que você habita, e da qual te salvo, meu amor, apenas porque te estendo a minha mão.
No meio da fome, do comício, da crise, no meio do vírus, da noite e do deserto - preciso de alguém para dividir comigo esta sede. Para olhar seus olhos que não adivinho castanhos nem verdes nem azuis e dizer assim: que longa e áspera sede, meu amor. Que vontade, que vontade enorme de dizer outra vez meu amor, depois de tanto tempo e tanto medo. Que vontade escapista e burra de encontrar noutro olhar que não o meu próprio - tão cansado, tão causado - qualquer coisa vasta e abstrata quanto, digamos assim, um Caminho. Esse, simples mas proibido agora: o de tocar no outro. Querer um futuro só porque você estará lá, meu amor. O caminho de encontrar num outro humano o mais humilde de nós. Então direi da boca luminosa de ilusão: te amo tanto. E te beijarei fundo molhado, em puro engano de instantes enganosos transitórios - que importa?
(Mas finjo de adulto, digo coisas falsamente sábias, faço caras sérias, responsáveis. Engano, mistifico. Disfarço esta sede de ti, meu amor que nunca veio - viria? virá? - e minto não, já não preciso.)
Preciso sim, preciso tanto. Alguém que aceite tanto meus sonos demorados quanto minhas insônias insuportáveis. Tanto meu ciclo ascético Francisco de Assis quanto meu ciclo etílico bukovskiano. Que me desperte com um beijo, abra a janela para o sol ou a penumbra. Tanto faz, e sem dizer nada me diga o tempo inteiro alguma coisa como eu sou o outro ser conjunto ao teu, mas não sou tu, e quero adoçar tua vida. Preciso do teu beijo de mel na minha boca de areia seca, preciso da tua mão de seda no couro da minha mão crispada de solidão. Preciso dessa emoção que os antigos chamavam de amor, quando sexo não era morte e as pessoas não tinham medo disso que fazia a gente dissolver o próprio ego no ego do outro e misturar coxas e espíritos no fundo do outro-você, outro-espelho, outro-igual-sedento-de-não-solidão, bicho-carente, tigre e lótus.
Preciso de você que eu tanto amo e nunca encontrei. Para continuar vivendo, preciso da parte de mim que não está em mim, mas guardada em você que eu não conheço. Tenho urgência de ti, meu amor. Para me salvar da lama movediça de mim mesmo. Para me tocar, para me tocar e no toque me salvar. Preciso ter certeza que inventar nosso encontro sempre foi pura intuição, não mera loucura. Ah, imenso amor desconhecido. Para não morrer de sede, preciso de você agora, antes destas palavras todas caírem no abismo dos jornais não lidos ou jogados sem piedade no lixo. Do sonho, do engano, da possível treva e também da luz, do jogo, do embuste: preciso de você para dizer eu te amo outra e outra vez. Como se fosse possível, como se fosse verdade, como se fosse ontem e amanhã.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Não importa onde você parou,em que momento da vida você cansou,o que importa é que sempre é possível e necessário "Recomeçar"
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo,é renovar as esperanças na vida e o mais importante,acreditar em você de novo.
Sofreu muito nesse período?foi aprendizado.Chorou muito?foi limpeza da alma.Ficou com raiva das pessoas?foi para perdoá-las um dia.Sentiu-se só por diversas vezes?é por que fechaste a porta até para os anjos.Acreditou que tudo estava perdido?era o início da tua melhora.Pois é...agora é hora de reiniciar,de pensar na luz,de encontrar prazer nas coisas simples de novo.Que tal um novo emprego?Uma nova profissão?Um corte de cabelo arrojado,diferente?
Um novo curso,ou aquele velho desejo de aprender a pintar,desenhar,dominar o computador ou qualquer outra coisa.Olha quanto desafio,quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te esperando.
"Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do tamanho da minha altura."




(Carlos Drummond de Andrade)

domingo, 26 de setembro de 2010

Caso você queira posso passar o vestido, aquele que você não usa por estar amarrotado. Costuro as suas meias para o longo inverno… No verão podemos tomar banhos de mangueira,. Se de noite fizer aquele tão esperado frio poderei cobrir-lhe com o meu corpo inteiro. E verás como minha a minha pele de algodão macio, agora quente, será fresca quando janeiro. Nos meses de outono eu varro a sua varanda, para deitarmos debaixo de todos os planetas, estrelas, e lua. O meu cheiro te acolherá com toques de lavanda - Em mim há outras mulheres,amiga,amante!Depois olantarei para ti rosas, no meu corpo somente você e leves vestidos, para serem tirados pelo total desejo de quimera. Os meus sonhos ireie ver nos teus olhos refletidos. Mas quando for a hora de me calar e ir embora sei que, sofrendo, deixarei você longe de mim. Não me envergonharia de pedir ao seu a afeto  esmola, mas não quero que o meu verão resseque o seu jardim. (Nem vou deixar - mesmo querendo - nehuma fotografia. Só o frio, os planetas, as ninfetas e toda a minha poesia),mas se puder não me deixes ir embora, pois o que mais quero é aqui ficar,pra sempre.
Como eu já disse em outros textos, era melhor nas escritas quando era mais nova,hoje em dia me atropelo com as palavras, tenho urgência delas, e acabo esquecendo os acentos,pontos, como realmente escreve uma palavra corretamente,e talvez não sejam lidas da mesma forma , como queria dividi-las.Mas espero que os leitores possam entender a urgências dessas que escrevo,Não sou muito fácil de se conviver,mas mesmo assim sou uma pessoa bastantes flexível,eu sempre fui um mundinho a parte no mundo. Ainda me encanto pelas pessoas, ainda me apaixono por uma musica, um livro, uma paisagem, todos os dias.Antigamente eu me encantava  de uma forma diferente pelas pessoas, sem medo,sabe!? e criava todo tipo de imaginação, eu acreditava em tudo nelas, mesmo que em pouco tempo de conversa, talvez o jeito de mexer no cabelo,o tom da voz, a conversa.Mas passei a observar as pessoas ao meu redor, e são tantos jogos e truques, que esqueceram das coisas bonitas, nada é verdadeiro e especial hoje, e tudo superficial e banal. Aaah, se eles soubessem como é bom desvendar os mistérios de alguém,ama-las,cativa-las.Ter alguém que nos ouve paciente,  brinca com a gente,  nos fazer sorrir. Alguém que ri de nossas piadas sem graça, que ache nossas tristezas as maiores do mundo. que nos teça elogios sem fim. e que apesar de todas essas mentiras úteis, nos seja de uma sinceridade inquestionável. Que nos mande calar a boca ou nos evite um gesto impensado. Alguém que nos possa dizer: acho que você está errado, mas estou do seu lado. Ou alguém que apenas diga: sou seu amor, e estou aqui.Com ela você pode ter um mundo onde poderão entrar e sair quando quiser, criar casa, flores, filhos. Não existe amor a primeira vista, existe interessa, depois vem o encantamento, pois só se ama alguém quando a conhece o bastante , os defeitos e as qualidade, e só de conhece bem aquilo que verdadeiramente se cativa. Largue, essa vida de migalhas , se aventure,sinta de verdade.
Então, não existirá tantas 'crises existencias' pois conhecendo profundamente o outro conhecerá muito mas você, E sentirá o pulso vital pelo corpo,e perceberá a importancia de estar aqui,mas pra isso liberte-se!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Vou te ensinar sobre poemas e musicas , te ensinarei como amar verdadeiramente uma mulher, mas peço-lhe que não se apegues a mim, mas apenas as lições, pois não sou eu o seu amado (a) ,apenas seu professor.

Hoje me pus nua, sobre o chão gelado da sala,no teto abriu-se uma enorme tela, onde se passaram memórias,me pus a chorar ao pensar nas idas e vindas, que a minha existência trouxe 

segunda-feira, 13 de setembro de 2010




Quando eu era criança,tinha uma facilidade maior para escrever
Mas eu fui crescendo, e deixei as coisas de criança e perdi minhas escritas em papéis coloridos,e meu amigo imaginário não me acompanha mais nas minhas aventuras, Minha  infância, não foi como as de agora, eles não vêem mas,como eu via,. Minhas paixões não  foram tiradas da fonte igual à deles;  e era outro o canto, que acordava o coração de alegria .Tudo o que amei, amei sozinha.
Eu queria que todas as crianças vissem o mundo com os meus olhos de criança,Talvez assim colorissem de cores bonitas toda a dor.Mas os tempos mudaram e ao em vez
De lápis de cor temos armas e facas, e não contam mais historias de princesas em seus castelos, mas sim eu sou nazista e você judeu. Se todos tivessem a oportunidade , diria para ler o livro pequeno príncipe, o livro da minha vida.
E compreenderão melhor quando eu disse que virei gente grande, e ao em vez de perguntar a alguém sobre borboletas , passei a perguntar sobre números.Mas venho aqui nesse blog, escrever e tentar resgatar minha criança interior, a que sempre falou mais alto em mim.Não é fugir da realidade, mas ver as coisas da forma mais bonita, e assim saberei mudar o mundo.Pois é de mim mesmo que sinto mais saudade.